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Invasoras

Subtropicais

Outras

As espécies que estamos à procura não se limitam aos exemplos aqui disponibilizados. Estes são alguns exemplos de espécies com maior interesse de momento, podendo ir aparecendo outras diferentes.

 

É mesmo esse o objectivo do NEMA, ser uma plataforma de detecção de novas espécies na costa do Algarve.

Para algumas destas espécies apenas existem registos passados, ou outras sobre as quais já houve relatos de avistamentos, mas ainda por confirmar.

 

As espécies invasoras são definidas como as que se estabelecem em locais fora da sua área de distribuição nativa onde evoluíram, e que causam efeitos negativos nas espécies nativas. Uma espécie não-nativa apenas passa a ser classificada como invasora, quando se comprova que provoca efeitos negativos na zona onde foi introduzida, podendo estes ser impactos ambientais ou económicos. A existência de estudos a comprovar estes impactos em outras zonas invadidas, podem ser suficientes para que uma espécie seja classificada como invasora numa nova localização.

Espécie: Callinectes sapidus (caranguejo azul)

Descrição: originário das costas Ocidentais do Atlântico, foi detectado pela primeira vez no Algarve em 2016 na Ria Formosa. Caranguejo da família Portunidae que pode atingir perto de 30 cm (largura da carapaça) e pesar 900 gramas. Facilmente identificável pela coloração azul nas pinças e patas. As fêmeas maturas possuem uma coloração vermelha nas pontas das pinças.

Registos no Algarve: veja aqui.

Guadiana, Setembro 2019. Foto: João Encarnação

Guadiana, Junho 2016. Fotos: Pedro Morais

Espécie: Cynoscion regalis (corvinata real; corvina americana; raínha)

Descrição: originária da costa leste dos EUA, foi detectada pela primeira vez no Algarve em 2016 no estuário do Guadiana. Peixe da família Sciaenidae que pode atingir perto de 1 m de comprimento e 9 kg de peso. Facilmente distinguível pela sua pigmentação na zona dorsal e coloração amarelada em algumas barbatanas. Dificilmente confundível com a corvina-legítima nativa (Argyrosomus regius). No entanto, pode ser confundida com a baila (Dicentrarchus punctatus).

Registos no Algarve: veja aqui.

Espécie: Blackfordia virginica (medusa do Mar Negro; blackfordia)

Descrição: originária do Mar Negro, foi detectada pela primeira vez no Algarve em 2008 no estuário do Guadiana. Medusa da família Blackfordiidae, pelas suas reduzidas dimensões, geralmente com um diâmetro máximo de 1 cm, poderá não ser de fácil detecção sem o equipamento de amostragem adequado. No Guadiana já foram registadas densidades na ordem dos 100 000 ind/m3.

Registos no Algarve: veja aqui.

Guadiana, Julho 2008. Foto: Pedro Range

Guadiana, Julho 2008. Fotos: Pedro Range

Espécie: Palaemon macrodactylus

Descrição: originário da Ásia (Japão, Coreia, China), foi detectada pela primeira vez no Algarve em 2008 no estuário do Guadiana. Camarão da família Palaemonidae que atinge no máximo os 7 cm,  com elevada capacidade de osmorregulação, conseguindo ocupar zonas com salinidade entre 1 e 36 PSU.

Facilmente confundido com outras espécies nativas, tais como  o Palaemon longirostris ou o Palaemon elegans. Esta distinção entre espécies apenas é possível realizar através da observação do número de espinhos no rostrum e do número de fileiras de cedas na zona ventral do rostum, o que só é possível realizar correctamente com o auxilio de uma lupa.

Registos no Algarve: veja aqui.

 

No contexto do NEMA, e da costa sul de Portugal continental, as espécies subtropicais são aquelas que são tradicionalmente mais comuns nas zonas tropicais e subtropicais, a sul do Algarve. Pelo facto do Algarve estar numa zona de fronteira entre o clima temperado e a zona subtropical, possui já algumas espécies mais características dessas águas. Com o aumento das temperaturas médias dos oceanos, estas espécies tendem a expandir a sua distribuição para Norte, acompanhando esse aumento de temperaturas, pelo que tendem a ser mais frequentes na costa continental Portuguesa.

Espécie: Hermodice carunculata (verme de fogo)

Descrição: comum nas ilhas da Macaronésia, o primeiro registo confirmado no Algarve data de 2018. Invertebrado de cor vermelha a esverdeada, pertencente à família Amphinomidae e pode atingir os 35 cm de comprimento.

⚠️ Possui ao longo das laterais do corpo cedas brancas que ao toque provocam uma forte irritação e sensação de queimadura, daí o seu nome comum. Contacto com a pele deve ser evitado.

Registos no Algarve: veja aqui.

Portimão, Setembro 2018. Foto: João Encarnação

Portimão, Outubro 2017. Fotos: João Encarnação

Espécie: Thalassoma pavo (peixe verde; peixe raínha; raínha)

 

Descrição: comum nas ilhas da Macaronésia, o primeiro registo confirmado no Algarve data de 2011. Peixe da família Labridae de pequenas dimensões (máximo 25 cm), facilmente identificável pela coloração verde/alaranjada. Apresentam elevado dimorfismo sexual, sendo que as fêmeas apresentam listas azuis verticais sendo o macho mais uniforme mantendo apenas uma faixa azul junto à cabeça. Poderá ser confundido com a espécie Coris julis, bastante comum na nossa costa, embora as colorações sejam distintas.

 

Registos no Algarve: veja aqui.

Espécies semelhantes à Thalassoma pavo. Fotos: João Encarnação

Espécie: Scorpaena maderensis (rascasso da Madeira)

Descrição: comum nas ilhas da Macaronésia, o primeiro registo confirmado no Algarve data de 2016. Peixe da família Scorpaenidae que pode atingir os 18 cm de comprimento. Facilmente confundível com outras espécies locais tais como Scorpaena notata ou Scorpaena porcus. No entanto, os barbilhos brancos na mandíbula inferior constituem a melhor característica para distinção.

⚠️ Tal como outros Scorpaenídeos, alguns dos seus espinhos contêm veneno pelo que o contacto deve ser evitado.

 

Registos no Algarve: veja aqui.

Portimão, Outubro 2016. Foto: João Encarnação

Espécies semelhantes à Scorpaena maderensis. Fotos: João Encarnação

......mais espécies brevemente......

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