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Biologia do caranguejo azul no Algarve



Ao longo do último ano, juntando informações resultantes das centenas de observações que têm sido submetidas por cidadãos ao NEMA, bem como do trabalho de campo que temos vindo a realizar, começam a ser evidentes alguns aspectos da dinâmica populacional do caranguejo azul (Callinectes sapidus) no Algarve.


Durante os meses de verão houve vários relatos de fêmeas ovadas na zona costeira. A migração das fêmeas desde os estuários para as zonas costeiras mais salinas para desovarem, estão bem documentadas na zona nativa da espécie (Atlântico Oeste), e o mesmo parece ocorrer no Algarve, pelo menos nos meses de Agosto a Outubro.


Fêmea ovada registada a 10 de Setembro de 2019 na Ria Formosa. Observação e fotografia de Duarte Barragão.




Já durante os primeiros meses de 2021 temos recolhido um número significativo de indivíduos juvenis já no médio estuário do Guadiana, em zonas com salinidades muito baixas.



Neste caso, está também descrito em trabalhos realizados na América do Norte que os juvenis, após reentrarem nos estuários logo após a fase larvar, iniciam também migrações nos estuários onde preferem as zonas de baixa salinidade para crescer. Mais tarde na fase adulta, acabam por voltar a espalhar-se para zonas mais perto da foz dos estuários, bem como as zonas costeiras.



Contamos com todos para sempre que capturem ou avistem um caranguejo azul, que nos enviem uma fotofrafia, local, data do avistamento, para que continuemos a conseguir conhecer melhor esta espécie!

Todas as observações já validadas podem ser consultadas em: https://www.biodiversity4all.org/projects/nemalgarve




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